DATA: 17 de agosto de 2011
 

4ª AULA: O CUIDAR NAS CIVILIZAÇÕES ANTIGAS

DESCRIÇÃO DA AULA: HISTÓRIA DA ENFERMAGEM NA IDADE ANTIGA ATRAVÉS DA APRESENTAÇÃO DE SEMINÁRIOS.

Grupo 1 - Egito

O povo egípcio tem em sua história os escritos mais antigos sobre medicina, com seis livros sagrados, onde tinham  descritos doenças, operações e drogas .

No Egito havia uma relação grande entre os religiosos e a medicina, onde os sacerdotes se formavam médicos. Os sacerdotes médicos usavam turbante de Osiris e vestia o manto branco dos sábios e eram bem remunerados, atendendo aos ricos , já outra classe de sacerdotes atendiam os mais pobres.

Nessa época não havia registro de enfermeiros.

Os egípcios faziam hipnotismo e interpretavam sonhos, também acreditavam na influência dos astros sobre a saúde.

Faziam prática de mumificação, onde passaram a visualizar os órgãos, facilitando o estudo e a interligação entre os órgãos. Já classificavam o coração como centro da circulação e a respiração como sendo mais importante.

Já usavam métodos contraceptivos e conheciam técnica de gravidez.

As mulheres dessa época eram muito vaidosas, então é datada o uso de cosméticos pelas mulheres egípcias. 
 

 

Grupo 2 – Índia

A partir do século VI já tinha relatos entre médicos e enfermeiro na saúde da Índia, cuidando dos mais inteligentes aos mais desamparados devido a doutrina Budista da bondade.

Para os hindus já era conhecido os ligamentos, os vasos linfáticos, os músculos, nervos, porém achavam que o coração era a sede da consciência, de onde partiam os nervos. Já faziam sutura e amputações.

O tratamento das doenças eram através de duchas , banhos, clisteres, inalações e sangrias e também conheciam antídotos para alguns venenos e utilizavam plantas medicinais.

Já haviam escolas de medicina e hospitais com músicas, histórias e poetas para distrair os doentes.

Com destaque nessa época para o médico Susruta, que foi considerado como pai da cirurgia, pois descreveu cirurgias como: catarata,hérnia e cesariana e estabeleceu normas de limpeza e organização.

Já Charaka escreveu o trabalho de medicina onde diz que o médico, as drogas, o enfermeiro e o paciente constituem em agregado de quatro. Onde cada um tinha qualidade que deveria ser observada para a cura.

Ao enfermeiro Charaka destacou o conhecimento do preparo das drogas e sua administração, Inteligência, dedicação e pureza de corpo e espírito são quatro qualidades do enfermeiro.

A medicina tinha caráter religioso pelos sacerdotes que aos poucos foi permitida a guerreiros e lavradores.

O ensino prático não existia, pois era proibido derramar sangue de animais  e tocar um cadáver era proibido, pois eram impuros, os estudos eram feitos em folhas e bonecos de argila.

As doenças eram consideradas castigo divino, por espíritos malignos.

Os hindus achavam melhor prevenir a remediar.


Grupo 3 – Palestina

Um destaque era a religião monoteísta, ou seja, crença de um só Deus.

O destaque foi Moises, o primeiro legislador, considerado um grande sanitarista que determinou precauções a algumas doenças, em especial a de pele, onde os doentes ficavam isolados. Havia uma desinfecção dos materiais e a existência do expurgo.

O sangue para o povo palestino está ligado à impureza. Sendo a higiene uma questão religiosa.

Nessa época é datada o início do puerpério 40 dias de isolamento.
 

Grupo 4 – Assíria e Babilônia

O código antigo considerava o senso de justiça e interesse pelos pobres, onde os médicos tinham honorários diferentes dependendo da posse do cliente.

A medicina era ligada a magia, os cuidados eram feitos por feiticeiros e sacerdotes, que acreditavam que os sete demônios eram causadores das doenças e vendiam talismãs destinados a tornar o corpo invulnerável aos ataques dos demônios.

A terapêutica usada era a natural para tratar as doenças.

Os doentes tinham suas prescrições feitas pelos transeuntes que as receitavam conforme suas experiências em casos semelhantes.

Não há citações sobre hospitais e enfermeiros nessa época.

Grupo 5 – Pérsia

Na Pérsia o destaque foi para o dualismo, ou seja, a crença em dois princípios; onde Ormuzd, princípio do bem e o Ahrimam, o princípio do mal, como base na doutrina médica persa.

Quem adoecia e se curava era descendente de Ormuzd, ou seja, do bem, e se morresse era de Ahrímam, do mal.

Os sacerdotes-médicos se preparavam nos templos, se curasse o doente, cuidava dos adoradores de Omuzde e se fracassasse deveria estudar mais.

Os corpos eram considerados impuros após sua morte

Não há relatos de enfermeiro nessa época.
 

Grupo – 6 China e Japão

China:

As experiências médicas tinham caráter religioso e os sacerdotes-médicos eram considerados como deuses, pois as doenças eram tidas como castigo de Deus.

Ao redor do templo havia cultivo de plantas medicinais, porém inicialmente eram tomadas como elixir da imortalidade.

Ao redor do templo havia cultivo de plantas medicinais, porém inicialmente eram tomadas como elixir da imortalidade.

A categoria da doença estava relacionada com seu cuidado sendo catalogada como: benigna, que era tratada com terapia rudimentar, com água fria e para cólicas, uma pitada de cinza de papel dourado, previamente queimado no altar dos mortos da família. Medias e graves - através de oração e cerimônias conjuratórias para libertar os doentes dos maus espíritos.

Conheciam as patologias com sífilis e varíola e usavam diagnóstico de pulso. Nessa época é mencionada cirurgia de lábios leporinos.

Usavam alguns métodos terapêuticos descritos numa farmacopéia com mais de 2000 medicamentos, como exemplo: ferro para anemia, mercúrio para sífilis, certas raízes para verminose.

A influencia indiana de Susrruda chega à China unicamente com intuito de aprende o elixir da imortalidade, importando da Índia livros e sábios.

Os sacerdotes buditas organizavam os hospitais com enfermeiros e parteiras, daí os primórdios da maternidade, onde deixava de ser domiciliar para ser hospitalar. Só a cirurgia estacionou por conta da impossibilidade de dissecarem cadáveres, pois não podiam ser tocados por serem impuros.

Aos poucos a medicina chinesa se tornou astrológica, aonde cada parte do corpo e cada doença esta relacionada com um astro.

Japão:

A principio o poder era do Mikado que dominava os sacerdotes.  A medicina no Japão foi fetichista, ou seja, ligada a magia, onde os preparo dos elixis, das medicações eram feitas por bruxos, pessoas dotadas de magia. Essa medicina durou ate a era cristã. Tem como única terapêutica das águas termais.

Nessa época a eutanásia era licita.

O Japão sofreu grande influencia chinesa e permitiu aos budistas organizar o ensino médico em todo império.           

 

Grupo 7 – Grécia

A Grécia tem destaque na medicina e na filosofia.

No período pré-Hipocrates avia uma grande ligação mitológica, onde Apolo, o deus do sol, é também o deus da saúde e da medicina. Seu filho Asclépios era medico. Higía, Panacéia e Meditrina as deusas da saúde, Quirom, o centauro era o mestre das artes medicas.

Já conheciam a anatomia: ossos, músculos e articulações; patologias como: epidemias, lesões, ferimentos em superfície e profundos.

O tratamento era com massagens, sangrias, purgativos e dietas.

A área da saúde até hoje é ligada a cobra, pois significa a troca de pele, renovação dos conhecimentos.

O cultivo do corpo naquela época facilitava o cuidado a saúde.

Hipócrates é considerado o pai da medicina e insistia sobre a observação cuidadora para o doente.

Para Hipocrates a natureza é o melhor médico, criando a Teoria Humoral, onde a saúde é o equilíbrio dos humores: sangue, linfa, bile branca e bile negra e o desequilíbrio dentre eles é a doença. E a terapia era fundamentalmente a natureza.
 

Grupo 8 (professora) - Roma

A preocupação eram os guerreiros, onde o indivíduo recebia cuidado do estado como cidadão destinado a tornar-se guerreiro.

Tinham técnicas cirúrgicas e tratamento de feridas para tratar guerreiros.

Possuíam noções de saneamento básico, com ruas limpas e casas bem ventiladas.

Absorvendo a medicina dos povos ao seu redor.

 

ABRANGENDO CONHECIMENTOS: CURIOSIDADES

MUMIFICAÇÃO

 

Os egípcios desde a antiguidade já realizavam operações complexas. Esse povo fez grande avanço na medicina, devido ao processo de mumificação. Os mumificadores através da abertura do corpo para mumificação tinham informações importantes sobre a antomia humana.

Segundo os egípcios o corpo era constituido de diversas partes: O bá, ou alma, o Ka, ou a força vital, o akh, ou força divina inspiradora de vida. . Este corpo após a morte deveria manter-se incorrupto, através da técnica de mumificação. Os responsáveis pela mumificação eram os sacerdotes funerários, que extraia a visceras do corpo e as embalçamava. A técnica de embalçamar era muito complicada, e os sacerdotes deviam ter conhecimento de anatomia para extrair os orgãos e danificá-los.

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/civilizacao-egipcia/mumificacao1.php

 

O EMBALÇAMAMENTO DO CORPO

Primeiro, o corpo era levado para um local conhecido como ibu ou o lugar da purificação. Lá os embalsamadores lavavam o corpo com essências aromáticas, e com água do Nilo.

 Um dos embalsamadores fazia um corte no lado esquerdo do corpo do embalsamado e removia os órgãos internos. Isso era importante porque essas partes do corpo são as primeiras a entrar em decomposição.

O coração - reconhecido como o centro da inteligência e força da vida - era mantido no lugar mas o cérebro era retirado através do nariz e jogado por uma haste comprida em forma de anzol que fisgava o cérebro e puxava-o.

O corpo era empacotado e coberto com natro, um tipo de sal, e largado para
desidratar durante 40 dias. Os órgãos remanescentes eram armazenados
em jarras canópicas, para serem sepultados junto com a múmia.

Muitos anos depois a prática de embalsamamento foi mudada e os embalsamadores começaram a recolocar os órgãos no corpo do falecido após terem sido desidratados em natro.

Após 40 dias o corpo era lavado com água do Nilo. Depois era coberto com óleos aromáticos para manter a pele elástica.

   O corpo também era recoberto com serragem e folhas secas.

Depois o corpo era enrolado com um linho fino e colocado nos sarcófagos.

 

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/civilizacao-egipcia/mumificacao-3.php